Sequelas de quem teve Covid-19 podem prejudicar qualidade de vida

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Sequelas de quem teve Covid-19 podem prejudicar qualidade de vida.

Sequelas de quem teve Covid-19 podem prejudicar qualidade de vida segundo pesquisas recentemente divulgadas.

A retomada de atividades cotidianas das pessoas em muitos casos só é possível meses depois da doença.

Dados de pesquisas feitas por diversos países do mundo todo e catalogadas na Organização Mundial de Saúde, a OMS, dizem que 80% dos pacientes que pegaram Covid-19 continuam apresentando sintomas bastante incômodos que prejudicam a retomada das atividades no dia a dia.

76% de pacientes tiveram sequelas 6 meses após internação por Covid-19

De acordo com os cientistas, pessoas que se recuperaram de casos mais graves da doença “são o público-alvo” para uma maior atenção na recuperação a longo prazo

Entre os pacientes que foram internados por Covid-19, 76% apresentaram sintomas e sequelas da doença seis meses após a alta. A informação é de um estudo chinês que foi na revista científica The Lancet.

“As sequelas a longo prazo da Covid-19 continuam incertas”, afirmam os pesquisadores. Segundo eles, o objetivo do estudo é identificar esses sintomas pós-Covid-19 em pessoas que já receberam alta de hospitais e investigar os fatores de risco dessas sequelas.

De acordo com os cientistas, pessoas que se recuperaram de casos mais graves da doença “são o público-alvo” para uma maior atenção na recuperação a longo prazo.

Para a pesquisa, os cientistas realizaram um estudo de corte — modelo que analisa um conjunto de pessoas com fatores em comum – de pacientes que receberam alta após se recuperaram da Covid-19 entre 7 de janeiro e 29 de maio de 2020 no Hospital Jin Yin-Tan, em Wuhan, na China.

Sequelas da COVID-19 preocupam especialistas

O estudo aplicou um questionário de avaliação dos sintomas e qualidade de vida dos pacientes recuperados do coronavírus, além de exames físicos e um teste que pedia que o paciente andasse por seis minutos. 

Fadiga ou fraqueza nos músculos foi o sintoma mais relatado pelos participantes do estudo, com 63% dos 1.655 entrevistados. Já sinais de ansiedade ou depressão foram informados por 23% dos participantes analisados. 

De acordo com a pesquisa, os resultados da avaliação dos pulmões dos participantes que tiveram casos mais graves da doença indicam anormalidade, com alteração nos tecidos dos órgãos. 

Ao observar os exames do estudo, foi possível identificar que, ao ver as disfunções renais, alguns participantes chegaram a ser diagnosticados com diabetes e doenças tromboembólicas venosas, além de algumas reações envolvendo os sistemas cardiovascular e cerebrovascular.

Em relação aos anticorpos, os pesquisadores também identificaram a queda em casos que tiveram sintomas agudos da doença, o que acende o alerta para cenários em que uma reinfecção por Covid-19 é possível.

“O acompanhamento persistente de pacientes que receberam alta com Covid-19 é necessário e essencial, não só para entender a associação entre doenças extrapulmonares e infecção por SARS-CoV-2, mas também para encontrar maneiras de reduzir a morbidade e mortalidade”, concluem os pesquisadores. 

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