Cepa indiana ameaça tornar pior a terceira onda da COVID-19

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Cepa indiana ameaça tornar pior a terceira onda da COVID-19

Ministério diz estar preocupado com a inversão da curva de infeções pela covid-19, que voltou a mostrar crescimento, pressionando o sistema de saúde. Para deixar a situação mais grave, já são sete os casos registrados da variante do novo coronavírus vinda do exterior

O governo federal está diante de três grandes preocupações: a possibilidade de uma terceira onda da pandemia do novo coronavírus, como admitiu, ontem, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o que levaria à necessidade de ação de restrições por parte dos municípios para conter o avanço da doença; o avanço da cepa indiana, que depois do Maranhão e do Ceará, transitou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro; e a hipótese de essa nova mutação do vírus piorar a terceira onda, seja pela velocidade de infecção ou por tornar o agente infeccioso ainda mais agressivo e letal.

Ao todo, são sete os registros da nova variante no Brasil: seis de um navio chinês que está fundeado na Baia de São Marcos, no Maranhão, e o passageiro vindo da Índia que entrou no país pelo aeroporto de Guarulhos e está isolado em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. “A terceira onda é uma preocupação. Assistimos, agora, a uma redução da tendência de queda de óbitos.

Isso pode ser resultado da flexibilização das medidas de bloqueio. Quando se abre, naturalmente surgem novos casos.

Se essa tendência é desmesurada, vai ter uma nova pressão ao sistema de saúde, que posteriormente se reflete em óbitos. Mas também pode ser fruto de uma variante e ainda não temos essa resposta”, explicou Queiroga, em audiência pública na Câmara dos Deputados.

De acordo com Julio Croda, médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, a tendência de uma terceira onda se deve, em grande parte, à flexibilização das medidas restritivas mesmo com taxas de ocupações hospitalares altas:

“A flexibilização não veio em um momento oportuno, já que a maioria dos estados apresentava a taxa de ocupação acima de 80%”, observou.

Para Croda, a cepa indiana também pode ser um agravante “É mais transmissível e apresenta uma resposta autoimune maior. Por isso, pode rapidamente se tornar predominante no Brasil”, previu.

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