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FENÔMENO QUE ATINGIU NOSSA PRAIA PODE TER VINDO DA ARGENTINA! VEJA

A lama que atingiu cerca de 2,5 km de extensão de praia na região central de Peruíbe pode ter como origem o Rio da Prata, na Argentina. O material, que surgiu na Cidade na última quarta-feira, está sendo analisado pela Cetesb. O laudo deve ficar pronto em 15 dias.

A conclusão sobre a possível origem do material é do engenheiro Gilberto Berzin, professor os e especialista em circulação oceânica. “Pela foto percebe-se que o material é argila. Este material foi trazido pela corrente marítima”, explica.

Berzin fortalece sua tese com base em estudos elaborados por Felipe Pimenta e outros pesquisadores da USP. “A argila é tão fina que em um grão de areia cabem centenas de grãos de argila. Ou seja, isso facilita o transporte desse material pelas correntes marítimas que vêm do Sul. Como no início da semana passada houve mudança na maré, ele veio em direção à praia, no caso em Peruíbe”.

O professor destaca, ainda, que o material tem características da argila encontrada na região do Rio da Prata, cuja desembocadura no oceano lança diariamente centenas de toneladas de sedimentos em até mais de 200 milhas da costa.

Análise

A Cetesb informou, ontem, que coletou, na sexta-feira, amostras de água, sedimento e organismos na orla de Peruíbe. O material foi encaminhado para análise. “Nele (material) havia animais já mortos, como pequenos siris, peixes, ostras, cracas, bolachas-do-mar e muitas conchas vazias. Uma avaliação preliminar indicou que os animais estavam frescos e os peixes eram de pequeno porte”, diz nota do órgão.

O comunicado informa que “a presença de diversas conchas de cracas e de algumas ostras, ainda com os organismos dentro, indica que esses animais foram arrancados de seu substrato, provavelmente em decorrência da força de ondas. As ocorrências dos animais e do grande volume de lama na praia podem estar associadas a uma forte ressaca no início da semana passada”.

Ainda conforme a Cetesb, na avaliação microscópica da amostra de água do mar não foram encontradas algas nocivas que pudessem afetar os organismos.

No domingo foi coletada uma nova amostra de sedimento, que está sendo processada em laboratórios para a realização de determinações de granulometria, carbono orgânico total e metais, “embora até o momento não haja indicação de que esse material tenha origem de atividade antrópica”, garante o órgão. Esses resultados serão obtidos em cerca de 15 dias.

A nota concluir que “aparentemente, trata-se de um fenômeno natural em que a combinação das condições de maré com as meteorológicas, resultou no transporte do sedimento mais fino”.

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Fonte;http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/litoral-sul-e-vale/lama-que-atingiu-praia-de-peruibe-pode-ter-vindo-da-argentina/?cHash=7eb9b8653d52dddff7e798743f8ba71d

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